segunda-feira, 2 de maio de 2016

Quer largar a pílula? Conheça outros métodos contraceptivos

Um dos grandes dilemas das mulheres está vinculado ao ciclo reprodutivo e, claro, à menstruação. Escolher qual o melhor método contraceptivo não é uma tarefa fácil e requer bastante cuidado.

Se você pretende abandonar os anticoncepcionais hormonais, confira, a seguir, algumas dicas de especialistas.

Deixar os métodos contraceptivos com hormônios é uma decisão que pode, sim, trazer benefícios à saúde da mulher. De acordo com o ginecologista, obstetra e mastologista Dr. Edison Pedrinha, as principais vantagens são a redução do risco de eventos cardiovasculares e a não interferência na libido.

Na opinião da Dra. Juliana Amato, ginecologista e obstetra, a paciente ainda passa a ter menos reações inflamatórias no corpo, a perceber melhoria nas celulites, a reduzir a retenção de líquidos, a diminuir o risco de varizes e também o de trombose.

No entanto, a escolha também pode trazer malefícios e é importante estar ciente disso. "As desvantagens são o menor controle do ciclo menstrual e eventos desagradáveis que podem acompanhar a menstruação, como cólicas e sangramentos excessivos. Podemos citar, ainda, os efeitos dermatológicos de muitos anticoncepcionais hormonais que não teremos com métodos não hormonais", ressalta o Dr. Edison.

De acordo com os especialistas, a eficácia desses contraceptivos é variável, pois depende do uso que a paciente faz. "Os métodos comportamentais e o diafragma, mesmo se usados corretamente, têm índice de eficácia menor que os outros. Já o preservativo tem eficácia semelhante aos métodos hormonais, se usado de forma correta", pontua o Dr. Edison.

Outro ponto importante é a necessidade de combinação de métodos. "A camisinha sempre deve ser usada, independente do método anticoncepcional que foi escolhido, com ou sem hormônios. Todos esses métodos previnem a gravidez, mas não o contato com doenças sexualmente transmissíveis (DST), como HPV, HIV e sífilis", alerta a Dra. Juliana.

Por causa desses pontos, o mais indicado é que a paciente procure um médico para que ele analise o quadro e também o histórico familiar. "Algumas mulheres realmente precisam suspender a menstruação, como quem tem endometriose ou miomas", exemplifica a Dra. Juliana.

"Pacientes que apresentam alguma patologia relacionada ao ciclo menstrual podem se beneficiar mais de métodos hormonais. É importante individualizar cada caso para definir os riscos e os benefícios de cada método", completa o Dr. Edison. Então, não se esqueça de que a escolha do anticoncepcional ideal deve sempre ser feita em parceria com o seu ginecologista.

Entre os contraceptivos sem hormônios, existem os métodos comportamentais e os de barreira. A Dra. Juliana Amato ressalta, ainda, que os primeiros não são tão seguros para mulheres que têm ciclos irregulares.

Entre os métodos comportamentais, estão:

Tabelinha

Consiste em evitar o coito no período fértil, levando em conta que o dia da ovulação acontece exatamente na metade do ciclo. A principal falha é errar o cálculo e acabar mantendo relações no período em que deveria haver abstinência. "É passível de falhas justamente por não podermos prever, com certeza, a data da ovulação", opina o Dr. Edison.

Coito Interrompido

É o ato de evitar a ejaculação dentro da vagina. O principal motivo de falha é que, antes da liberação do esperma, o homem pode liberar um líquido rico em espermatozoides, além da possibilidade de iniciar a ejaculação antes da interrupção.

Método Sintotérmico

Consiste em controlar diariamente a temperatura basal, que deve sofrer uma variação mínima - de cerca de meio grau Celsius - no dia da ovulação. "Além de outros fatores poderem aumentar a temperatura corporal, é muito difícil perceber essa alteração com precisão", comenta a Dra. Juliana.

Método de Ovulação Billings (MOB)

É um método relativamente complexo na opinião do ginecologista, pois é baseado na análise do aspecto do muco do colo do útero para prever períodos de maior ou menor fertilidade. "O que pesa muito contra o método é o fato de necessitar de um período inicial de observação para identificar o padrão de variação do muco, sem contar a dificuldade em perceber, ao certo, se outros fatores estão influindo em seu aspecto, como a lubrificação da vagina ou eventuais corrimentos, por exemplo", esclarece o Dr. Edison.

Entre os métodos de barreira, estão:

Preservativo (masculino e feminino)

Funciona envolvendo o pênis ou "forrando" a vagina em uma estrutura tubular flexível, geralmente de látex. Para quem tem alergia ao material, já existem no mercado preservativos feitos de outros componentes. "Independente se for o masculino ou o feminino, é preciso que seja colocado logo no início da relação sexual e não só no momento da ejaculação, justamente pelo líquido que sai antes do sêmen já conter espermatozoides", cita a Dra. Juliana.

Diafragma

É um dispositivo flexível, de látex, que é colocado dentro da vagina e fecha o canal do colo do útero, impedindo que o sêmen chegue até ele. "Precisa ser indicado pelo ginecologista, porque existem vários tipos e tamanhos e é preciso medir o ideal para cada mulher", lembra a Dra. Juliana. Segundo o Dr. Edison, o diafragma não deve ser utilizado durante o período de sangramento menstrual e não é a melhor opção para mulheres virgens, portadoras de qualquer doença no colo do útero e nem para alérgicas ao látex.

"Ele deve ser inserido de forma correta no fundo da vagina 30 minutos antes do coito, de modo que não saia da posição, e pode ser mantido de oito a dez horas. As principais falhas são a inserção incorreta e a retirada do dispositivo antes do período recomendado", menciona o ginecologista, obstetra e mastologista. De acordo com ele, o diafragma custa cerca de R$100 e pode ser reutilizado por até 3 anos.

Dispositivo intrauterino de cobre

O dispositivo é feito de cobre, normalmente em forma de T, e é colocado no interior da cavidade uterina, onde age como método contraceptivo ao liberar cobre por sua estrutura e tornar o ambiente hostil aos espermatozoides. Depois de uma semana de sua colocação, é preciso fazer um ultrassom transvaginal, para verificar se ele está bem localizado - e é importante repetir o exame anualmente para se certificar de que ele continua no lugar certo.

Segundo a Dra. Juliana, esse tipo de DIU é indicado para quem tem histórico de trombose ou que não lidam bem com pílulas e apresentam sintomas como náusea, vômito e/ou enxaqueca. No entanto, a ginecologista alerta que é possível que o fluxo e as cólicas menstruais aumentem em mulheres que já tendem a sofrer com isso.

Ademais, "Não é indicado para pacientes com patologinas uterinas (como miomas ou pólipos); para quem tem alguma DST, infecção pélvica ou volume uterino muito grande; para portadoras de distúrbios de coagulação ou sangramento uterino de causa desconhecida; e também para pacientes com múltiplos parceiros, devido ao risco de infecções pélvicas", explica o Dr. Edison.
Segundo o médico, o dispositivo custa cerca de R$80,00, a inserção pode variar de R$500 a R$2000 e o DIU pode ser utilizado por até dez anos.

Com informações de Priscila Doneda, do MdeMulher

2 comentários:

  1. Estou em dúvida sobre o melhor método contraceptivo pra mim. Uso pílula há muito tempo mas sempre esqueço. Tenho que sempre usar camisinha, não confio. Pesquisando, as injeções me chamaram atenção. Tem esse site com informações da injeção Cyclofemina http://cyclofemina.com.br/ mas gostaria de saber mais. Vocês tem algum post falando sobre? Obrigada.

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    1. Infelizmente não tenho um post falando sobre a Cyclofemina. O ideal é você procurar um ginecologista que, após te analisar te indicará o melhor método!

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