quarta-feira, 1 de junho de 2016

Antidepressivos podem ser utilizados em conjunto com outros medicamentos?

O acelerado processo de envelhecimento da população brasileira pode representar um desafio para o campo da saúde mental: essa é a faixa etária com a maior incidência de depressão no País, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se, também, da parcela da população que mais consome medicações de uso contínuo, especialmente para tratar doenças crônicas, mais comuns com o avançar da idade. Por isso, a escolha do antidepressivo mais adequado deve levar em conta também seu perfil de interação medicamentosa, ou seja, o quanto ele é compatível com o uso simultâneo de outros fármacos.

Em geral, na comparação com indivíduos saudáveis, os pacientes com quadros depressivos apresentam maior probabilidade de interações medicamentosas, uma vez que os antidepressivos costumam ser prescritos por um longo período de tempo, muitas vezes por anos. A literatura médica descreve interações medicamentosas de significativa importância entre algumas classes de antidepressivos e outros medicamentos comumente utilizados em idosos, como analgésicos, anestésicos, anticoagulantes, anticonvulsivantes e anti-hipertensivos.

Considerando que a depressão também é mais comum na população feminina, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a possibilidade de interferência do medicamento na ação dos anticoncepcionais é outra questão que merece atenção. Assim, além da eficácia, o perfil de interação medicamentosa e os efeitos colaterais dos antidepressivos representam critérios importantes na escolha do tratamento com maior chance de sucesso.

Para discutir atualidades no tratamento da depressão, como o perfil de interação medicamentosa dos antidepressivos, bem como debater aspectos ligados ao diagnóstico da doença, a exemplo de sua relação com os quadros de estresse, a Pfizer reuniu renomados especialistas em saúde mental na 5ª edição do Latin American CNS Forum, realizado no Chile, entre os dias 15 e 16 de abril.

A evolução no entendimento da depressão e o conhecimento cada vez mais aprofundado dos fatores relacionados à doença têm possibilitado o desenvolvimento de tratamentos mais modernos, eficazes e seguros, como os antidepressivos de terceira geração. Com ação dual, esses medicamentos conseguem equilibrar no cérebro a disponibilidade de dois neurotransmissores diretamente relacionados aos quadros depressivos: a noradrenalina e a serotonina.

Com informações de Portal Snif Brasil 

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