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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Doença de Parkinson: medicamento lançado na Alemanha e no Reino Unido

O grupo português Bial iniciou a comercialização na Alemanha e no Reino Unido de um novo medicamento para o tratamento da doença de Parkinson, uma patologia neurodegenerativa, crônica e progressiva.

De acordo com informação disponibilizada pela agência Lusa, a Alemanha e o Reino Unido são os primeiros países a comercializar este novo medicamento, que deverá estar disponível durante o próximo ano noutros mercados europeus, incluindo em Portugal.

Os estudos realizados mostram que este novo fármaco representa “uma nova opção de tratamento, segura e eficaz, e com a vantagem de ser de uma só toma diária, como terapêutica adjuvante em pacientes adultos com doença de Parkinson e flutuações motoras que não estão controlados com outras terapêuticas”, refere António Portela, CEO da Bial. 

“Estamos muito satisfeitos por este novo medicamento Bial estar já disponibilizado na Alemanha e no Reino Unido, países onde abrimos recentemente filiais. Este novo medicamento reflete a nossa aposta em I&D, o nosso projeto de internacionalização e, naturalmente, o concretizar da nossa missão de procurar soluções para os problemas de saúde das pessoas em todo o mundo”, acrescenta.

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a Associação Europeia da Doença de Parkinson (EPDA) estima que 1,2 milhões de pessoas na União Europeia sofrem desta patologia, incluindo 22 mil portugueses. Esta doença, que foi descrita pela primeira vez em 1817, é altamente incapacitante e afeta as faculdades motoras dos seus portadores.

Os sintomas clínicos da doença surgem habitualmente após os 50 anos (a idade média de diagnóstico da patologia é aos 60 anos). O diagnóstico da doença de Parkinson é baseado na observação clínica e pode ser realizado em pacientes que apresentam dois de três sintomas motores principais ou cardinais: tremor em repouso, rigidez muscular e bradicinesia. O tremor está presente em 85% dos pacientes com Doença de Parkinson.

A molécula deste novo medicamento começou a ser estudada pela farmacêutica Bial há 11 anos. É o segundo fármaco de patente portuguesa a chegar ao mercado, depois da comercialização de um medicamento (acetato de eslicarbazepina) para o tratamento da epilepsia, já disponível na Europa e nos Estados Unidos.

Um comentário:

  1. Há representação desse medicamento no Brasil?

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