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domingo, 11 de dezembro de 2016

Fármaco contra diabetes também trata Parkinson

Uma droga em estudo para combater o diabete tipo 2 também se mostra promissora no tratamento do Parkinson. Chamada de MSDC-0160, a substância poderá ajudar a diminuir a progressão da doença degenerativa que é um dos distúrbios nervosos mais comuns da terceira idade. 


Os autores do estudo, publicado na última edição da revista Science Translational Medicine, detectaram a ação dupla em ratos e se preparam agora para os experimentos com humanos. 

A MSDC-0160 foi desenvolvida para tratar pacientes com diabetes em 2012, mas, neste ano, os pesquisadores observaram que seus efeitos poderiam ser usados no combate ao Parkinson. As duas doenças podem ter sintomas muito diferentes. No entanto, estamos descobrindo que compartilham muitos mecanismos subjacentes a nível molecular e respondem de forma semelhante a uma nova classe de sensibilizadores de insulina, como a MSDC-0160, declarou, em comunicado, Jerry Colca, um dos autores do estudo e diretor científico do Metabolic Solutions Development Company (MSDC), nos Estados Unidos. 

Sabe-se que o Parkinson pode se originar, mesmo que apenas parcialmente, no metabolismo energético do corpo. De acordo com os autores do trabalho, a MSDC-0160 tem o poder de regular a função mitocondrial, ligada à produção de energia, em células cerebrais e restaurar o processo de converter nutrientes básicos em energia. 

Consequentemente, a capacidade das células de lidar com proteínas prejudiciais é normalizada, o que leva a redução da inflamação e de morte das células nervosas. Acreditamos que esse será um momento decisivo para milhões de pessoas que vivem com essa doença. 

Toda a nossa pesquisa em modelos de Parkinson sugere que essa droga poderia potencialmente retardar a progressão da enfermidade, explicou Patrik Brundin, presidente do instituto de pesquisa The Cure Parkinson Trust Linked Clinical Trials e um dos autores do trabalho. Caso a MSDC-0160 tenha sucesso em testes com humanos, ela terá impacto direto na qualidade de vida dos pacientes, reduzindo problemas como quedas e declínios cognitivos. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Parkinson acomete cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos, em torno de 8 milhões de pessoas, e especialistas alertam que a incidência desse mal degenerativo tende a aumentar com o avanço da expectativa de vida em vários países. 

Esse é um caminho imensamente promissor para a descoberta de drogas. Agora, temos uma nova jornada a seguir em busca de melhores tratamentos que cortem a raiz dessa e de outras doenças insidiosas, detalhou Brundin. Os autores do trabalho pretendem reunir financiamento para a realização dos testes clínicos com o medicamento e acreditam que a nova etapa tenha início no próximo ano.

Com informações do Correio Braziliense 

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