domingo, 15 de janeiro de 2017

Cuidados de final da vida

Cuidados de final da vida são os cuidados prestados no período que antecede a morte, quando é reconhecido por todos os envolvidos que a morte é inevitável

Decisões para os cuidados de final da vida

Devido aos avanços na medicina, o processo de falecimento pode ser significativamente prolongado. Como resultado, os pacientes e seus amigos e familiares podem ter que lidar com decisões sobre os cuidados de final da vida. 

Por mais que seja difícil falar sobre a própria morte, expressar pensamentos, valores e desejos com relação a uma “boa morte” pode ajudar os entes queridos da pessoa a entender os cuidados de final da vida que ela deseja. Isso inclui conversas sobre o uso de medidas de prolongamento da vida, como suporte vital com um respirador ou tratamentos médicos agressivos contínuos na fase final da vida. 

Além disso, o local desejado para os cuidados (no hospital ou em casa) também pode ser discutido. Uma conversa com o médico pode oferecer orientações durante a decisão das preferências de cuidados de final da vida.

O que os cuidados de final da vida incluem?

Cuidados eficazes de final da vida exigem um entendimento e aceitação pelo paciente e sua família de que a morte é inevitável. Os objetivos do tratamento nesta fase concentram-se na qualidade e não no prolongamento da vida, já que, nesta situação, as medidas de prolongamento da vida invariavelmente significam prolongamento do sofrimento. 

Estes cuidados também são chamados de cuidados paliativos ou cuidados de conforto, e são uma parte importante dos cuidados médicos no final da vida. São cuidados que ajudam ou acalmam a pessoa que está morrendo. 

O objetivo é prevenir ou aliviar o sofrimento tanto quanto possível, embora respeitando os desejos da pessoa. As necessidades de conforto próximo ao final da vida incluem conforto físico, necessidades mentais, emocionais, espirituais e com relação a tarefas práticas do dia a dia. As principais necessidades de conforto físico são atendidas com controle adequado da dor, medidas para amenizar dificuldades respiratórias, atenção a irritações cutâneas e atenção a problemas digestivos, como obstipação e falta de apetite.

A equipe de saúde pode oferecer orientações sobre como os confortos médicos podem ser providenciados em casa. Em alguns casos, a pessoa pode ter depressão ou ansiedade ou sentir-se como um fardo para os outros. Tranquilizar a pessoa, falar sobre os sentimentos e, às vezes, administrar medicamentos podem trazer alívio. 

Já foi relatado que música em volume baixo e iluminação suave melhoram o humor, ajudam a relaxar e diminuem a dor. Cuidados de conforto também podem significar evitar procedimentos incômodos, como exames de sangue, aferições repetidas da pressão arterial, injeções ou administração de comprimidos difíceis de engolir.

Necessidades espirituais, que podem incluir encontrar um significado na vida ou a resolução de assuntos pendentes com familiares ou amigos, também podem ser prementes. Tanto quanto as necessidades físicas. Falar com familiares e amigos com quem a pessoa compartilha lembranças, permitindo a oportunidade de resolver desavenças, se possível, pode ser de ajuda. 

Envolver pessoas da comunidade religiosa ou um conselheiro espiritual pode trazer mais paz e conforto. Algumas pessoas perto da morte podem ter preocupações práticas sobre tarefas e responsabilidades que tenham, como os cuidados de um animal de estimação ou plantas, ou cuidar das correspondências. Resolver essas preocupações pode trazer uma paz de espírito adicional à pessoa.

Quando uma pessoa expressa o desejo de acelerar ou iniciar o processo da morte durante a fase final da vida, é muito importante que se faça uma avaliação cuidadosa de quaisquer necessidades não atendidas. A orientação de médicos com experiência em cuidados de final da vida será inestimável nessas situações.

Com informações de Univadis

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