quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Estudo de fonoaudióloga conclui que o cavalo exerce papéis importantes para pacientes com autismo

Levantamento realizado com crianças mostrou que animais podem atuar como agentes terapêuticos transformadores

Após acompanhar quatro crianças diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) que participaram de sessões de equoterapia, a fonoaudióloga Paloma Rocha Navarro concluiu que o cavalo exerceu diversos papéis importantes para os pacientes. 

Para Paloma Navarro, que é equoterapeuta e desenvolveu estudo recente sobre o tema na Unicamp, contrariamente ao que propõe a literatura da área, o cavalo não funcionou apenas como um instrumento, mas foi, em alguns casos, o próprio agente terapêutico transformador.

Durante seu estudo, a pesquisadora observou que o animal, normalmente reduzido a um instrumento que intermedia a transferência do vínculo da criança para o fonoaudiólogo, trouxe benefícios do ponto de vista da aquisição de linguagem e sobre a percepção e o reconhecimento do próprio corpo pela criança. 

Outros benefícios foram o estímulo ao tato e ao sistema vestibular, devido ao efeito cinesioterápico promovido pelo passo do cavalo. Os resultados ainda demonstraram que a equoterapia contribuiu para que as crianças compreendessem o próprio corpo psiquicamente, o que autora chama de conformação corporal psíquica.

“Observamos nas crianças diagnosticadas com transtorno autista que o animal proporciona novas sensações e interações de diversas maneiras. E, a partir disso, pode ocorrer um desenvolvimento da linguagem. Nos casos analisados, o cavalo funcionou ora como um pressuposto ser de linguagem, ora como contenção de atenção, ora como agente cinesioterapêutico, ora como possibilidade de favorecer a conformação corporal psíquica da criança”, conclui.

Com informações de Univadis

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