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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Falta de exercício acelera envelhecimento

As mulheres idosas que permanecem diariamente sentadas ao longo de mais de 10 horas com baixa de atividade física têm células que são oito anos biologicamente mais velhas que as mulheres que são menos sedentárias, atesta um estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”.

No estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, constataram que as mulheres que praticavam diariamente menos de 40 minutos de exercício físico moderado a vigoroso e que permaneciam sedentárias por mais de 10 horas diárias tinham telómeros mais curtos, estruturas encontradas nas extremidades das cadeias de ADN que protegem os cromossomos de se deteriorarem e encurtam progressivamente com a idade.

À medida que as células envelhecem, os telómeros ficam naturalmente mais curtos e desgastados, mas a saúde e os fatores do estilo de vida, como a obesidade e o tabagismo, podem acelerar este processo. Estudos anteriores também já tinham associado os telómeros mais curtos ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de cancros. 

Aladdin Shadyab, o líder do estudo, referiu que este estudo sugere que as células envelhecem mais rapidamente com um estilo de vida sedentário. Na verdade, a idade cronológica nem sempre corresponde à idade biológica. 

Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 1.500 mulheres com idades compreendidas entre os 64 e os 95 anos. As mulheres fazem parte de uma Iniciativa da Saúde da Mulher (WHI, sigla em inglês), um estudo nacional e longitudinal que investiga os determinantes das doenças crónicas em mulheres pós-menopáusicas. 

As mulheres preencheram questionários e utilizaram um acelerómetro na anca direita, ao longo de sete dias consecutivos durante as horas de vigília e de sono, para monitorizar os seus movimentos.

O estudo apurou que as mulheres que se sentavam durante mais tempo não tinham telómeros mais curtos se praticassem diariamente 30 minutos de exercício físico. 

Na opinião do investigador as discussões sobre os benéficos da prática de exercício devem começar na juventude e a atividade física deve continuar a fazer parte da vida quotidiana, mesmo aos 80 anos. 

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