quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Tratamento com vacina é opção para pacientes com rinite alérgica

A relevância da rinite alérgica é inquestionável. Essa condição afeta a qualidade de vida das pessoas e sua incidência aumentou consideravelmente nos últimos anos. Um estudo conduzido por cientistas da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) analisou a eficácia da imunoterapia injetável (aplicação de vacinas) para aliviar os sintomas apresentados por pacientes com esse tipo de problema.

Intitulado “Subcutaneous Immunotherapy Improves the Symptomatology of Allergic Rhinitis”, o artigo científico conta com a autoria dos pesquisadores Edmir Américo Lourenço, Eduardo José Caldeira, César Alexandre Fabrega Carvalho, Marcelo Rodrigues Cunha, Marcus Vinícius Henriques Carvalho e Saulo Duarte Passos. O trabalho pode ser acessado pelos usuários do Portal de Periódicos da Capes, na revista científica International Archives of Otorhinolaryngology.

A população estudada foi de 281 pessoas, dos sexos feminino e masculino, entre três e 69 anos – além de rinite alérgica, alguns sofriam de asma. No primeiro momento, os pacientes foram submetidos a um teste de pele que identifica a quais componentes o indivíduo é sensível. Foram testados ácaros, fungos, pelos de animais, pólen e penas. A partir dos laudos, foi elaborada uma vacina para cada paciente, tornando o tratamento personalizado, baseado em alérgenos específicos. “A ideia é dessensibilizar o paciente até ele ficar sem sintomas”, explica Edmir Américo Lourenço, um dos autores.

Durante 14 meses, os voluntários receberam mais de 30 aplicações da vacina, aumentando a cada dose a concentração dos alérgenos. Eles eram monitorados até 30 minutos após a picada, para que possíveis reações fossem controladas. Logo após as primeiras sessões, os pacientes relataram estar com o nariz desobstruído – um enorme ganho para quem sempre se via com a respiração travada.

A imunoterapia que combate a rinite alérgica não é uma técnica nova. Pelo contrário: trata-se de um método centenário. Em 1911, o cientista inglês Leonard Noon publicou o primeiro artigo defendendo a eficácia das vacinas terapêuticas contra essa condição crônica – hoje, ela afeta quase um terço da população. 

Várias pesquisas fortaleceram as evidências de que expor o organismo a doses de alergênicos é uma maneira eficiente de ensinar as próprias defesas a tolerá-los melhor. No final da década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a reconhecer a imunoterapia como único procedimento médico capaz de alterar o curso de uma doença alérgica.

Os resultados completos do estudo “Subcutaneous Immunotherapy Improves the Symptomatology of Allergic Rhinitis” podem ser acessados pela opção Buscar periódico do Portal, inserindo o título International Archives of Otorhinolaryngology. Trata-se de uma revista científica internacional especializada em distúrbios de orelha, nariz, boca, faringe, laringe, região cervical, sistema de vias aéreas superiores, audiologia e distúrbios de comunicação. Publicado trimestralmente, o periódico cobre todo o espectro da otorrinolaringologia – desde a prevenção até o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação.

Com informações de Alice Oliveira dos Santos - Saúde é Vital e Periódicos Capes

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