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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Stress: homens e mulheres respondem de formas muito diferentes

Investigadores americanos descobriram as razões pelas quais um tipo específico de células imunitárias atua de forma tão diferente nas mulheres e nos homens, quando se encontram sob stress, o que faz com que as mulheres sejam mais suscetíveis a determinadas doenças, revela um estudo publicado na revista “Biology of Sex Differences”.

No estudo, os investigadores da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, constataram que as mulheres são mais suscetíveis a determinadas condições associadas ao stress e a doenças alérgicas do que os homens devido às diferenças encontradas num tipo de células do sistema imunitário, os mastócitos. 

Os investigadores, liderados por Adam Moeser, descobriram diferenças na expressão de mais de 8000 mil genes presentes nos mastócitos femininos e masculinos. Apesar de os mastócitos masculinos e femininos terem os mesmos conjuntos de genes nos cromossomos, com exceção dos cromossomos sexuais XY, a forma como os genes atuam varia bastante entre os dois sexos. 

Os mastócitos são um tipo de célula imunológica importante, uma vez que desempenham um papel fundamental nos problemas de saúde associados ao stress. Estas condições que são tipicamente mais comuns nas mulheres incluem alergias, doenças autoimunes, enxaquecas e síndrome do intestino irritável. Esta última condição, que provoca dores abdominais intensas, é quatro vezes mais comum nas mulheres do que nos homens.

Os investigadores verificaram que havia um aumento na atividade de determinados genes associados à produção e armazenamento de substâncias inflamatórias. Estas substâncias podem, deste modo, criar uma resposta mais agressiva no organismo e conduzir ao desenvolvimento de doença.

O investigador refere que estes resultados podem explicar por que motivo as mulheres ou os homens são mais suscetíveis a determinadas doenças. Com base nesta nova informação, os cientistas acreditam que poderá ser possível desenvolver tratamentos específicos para cada sexo que tenham como alvo atingir estas células imunitárias e impedir o desenvolvimento de doenças.

No futuro, os investigadores esperam descobrir em que fase do desenvolvimento estas células imunológicas começam a atuar de forma diferente. Adam Moeser acredita que se conseguirem identificar a fase e o mecanismo que influenciam a alteração, poderá ser possível compreender melhor como os mastócitos causam a doença e saber quando intervir com novas terapias.

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