quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

SUS incorpora medicamento Xeljanz (citrato de tofacitinibe) para artrite reumatoide

Foi publicada no último dia 2 de fevereiro, no Diário Oficial da União (DOU), a decisão do Ministério da Saúde de incorporar o medicamento Xeljanz (citrato de tofacitinibe), indicado para o tratamento de artrite reumatoide ativa moderada à grave, à lista de produtos distribuídos na rede pública de saúde. A previsão é de que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em até 180 dias após a publicação no DOU, de acordo com o Decreto 7646, de 2011.

Lançado no Brasil em 2015, Xeljanz representa uma nova classe de medicamentos para o tratamento da artrite reumatoide. Administrado por via oral, o produto apresenta um mecanismo inovador que age dentro das células, inibindo a janus quinase, uma proteína importante nos processos inflamatórios característicos da enfermidade. Trata-se do primeiro tratamento oral, não biológico, do tipo DMARD (medicamentos modificadores do curso da doença reumática), alvo-específico, para a enfermidade dos últimos dez anos.

Xeljanz é indicado para o tratamento de pacientes adultos com artrite reumatoide ativa moderada a grave que apresentaram uma resposta inadequada a um ou mais medicamentos modificadores do curso da doença (DMARDs). Hoje, estima-se que pelo menos 30% dos pacientes com artrite reumatoide estejam nessa condição. "Xeljanz apresenta o mesmo perfil de eficácia e segurança dos medicamentos biológicos, mas com a comodidade de ser oral – o que pode contribuir para a adesão ao tratamento", afirma o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.

De natureza autoimune, a artrite reumatoide é uma doença crônica, inflamatória e progressiva que afeta as articulações e pode causar rigidez, deformidade articular, desgaste ósseo e uma série de incapacidades para a vida diária. Mais comum por volta dos 40 anos, no auge da vida profissional, a doença exerce um forte impacto para a capacidade produtiva do paciente. No Brasil, estima-se que a enfermidade afete cerca de 2 milhões de pessoas, especialmente mulheres, o que equivale ao total de habitantes de uma cidade como Belo Horizonte (Minas Gerais), segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Com informações de Pfizer

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