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quinta-feira, 23 de março de 2017

Biochip detecta biomarcadores de câncer na hora

microRNAs

Pesquisadores da Universidade de Nagoya (Japão) usaram a nanotecnologia para desenvolver um biochip que consegue separar microRNAs rápida e efetivamente - os microRNAs são fitas curtas de ácido ribonucleico (RNA) presentes em fluidos corporais, sendo úteis em uma variedade de técnicas de exames de saúde.

O nanobiodispositivo contém uma matriz de nanopilares - pilares cujas dimensões estão na faixa dos nanômetros - que formam uma forte força elétrica quando lhes é aplicado um campo elétrico, permitindo a separação dos microRNAs de forma quase instantânea - em menos de 100 microssegundos.

Como os microRNAs são um biomarcador para o câncer, esta tecnologia pode representar um novo método mais simples e não-invasivo para detectar a doença - em contraposição às biópsias, por exemplo.

Exame de câncer e sequenciamento de DNA

Tal como o DNA, o ácido ribonucleico (RNA) é um tipo de biomolécula polimérica essencial para a vida, desempenhando papéis importantes no processamento dos genes. Cadeias curtas de RNA, por isso chamadas de microRNAs, são mais estáveis, permitindo que sejam encontradas em virtualmente todos os fluidos corporais.

Para usá-los como indicadores da presença de um câncer no corpo, os microRNAs precisam ser isolados desses fluidos, para então serem caracterizados e contados - é justamente isso que o novo biochip faz com uma eficiência e rapidez sem precedentes.

O aparelho consiste em uma base de quartzo contendo uma matriz de 25 × 100 micrômetros contendo ranhuras, ou microcanais, repletas de nanopilares, pequenas colunas com um diâmetro de 250 nanômetros e altura de 100 nanômetros. A separação dos microRNAs ocorre nessa floresta de nanopilares devido à sua diferença de velocidade conforme o fluido corre por entre os pilares, empurrados pelo gradiente do campo elétrico.

Além dos exames tradicionais, a velocidade com que o biochip separa as moléculas de microRNA partindo de misturas complexas significa que ele é promissor também para a integração com técnicas de sequenciamentos de DNA por nanoporos, que visa a realização de sequenciamentos diretos de DNA ou RNA em alta velocidade, a uma taxa de 1 base por microssegundo.

Com informações do Diário da Saúde

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