quinta-feira, 23 de março de 2017

Cafeína faz aumentar enzima que protege contra demência

Um estudo conduzido por uma equipe de investigadores apurou que a cafeína e outros 23 compostos podem ajudar a proteger contra a demência.

O estudo conduzido por Hui-Chen Lu, do Departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro da Universidade de Indiana, EUA, e colegas demonstrou que aqueles compostos conseguem aumentar a produção de uma enzima conhecida como NMNAT2, a qual poderá bloquear processos associados com a demência.

Num estudo anterior, a investigadora tinha já demonstrado que a enzima NMTAT2 oferecia proteção ao cérebro contra um tipo de stress e que se liga a proteínas Tau, evitando o seu enovelamento incorreto.

Para este estudo, a investigadora e equipe procuraram identificar que compostos podem fazer aumentar a produção de NMNAT2, aumentando assim os seus efeitos protetores. 

Através de uma nova plataforma de rastreio, os investigadores testaram mais de 1.280 compostos farmacologicamente ativos para detetar o seu efeito sobre a produção da enzima NMNAT2 nas células do cérebro.

Foram identificados 24 compostos com o potencial de aumentarem a produção de NMNAT2, com a cafeína a liderar como candidata.

Os investigadores administraram então cafeína a ratinhos que tinham sido geneticamente modificados para produzirem níveis baixos de NMNAT2. Foi observado que os ratinhos começaram a produzir níveis daquela enzima comparáveis aos de ratinhos normais. No estudo anterior, Hui-Chen Lu e equipe tinham descoberto que os ratinhos que tinham sido geneticamente modificados para produzirem o enovelamento incorreto de proteínas Tau evidenciavam uma baixa produção de NMNAT2.

Segundo a equipe, estes achados poderão ajudar no desenvolvimento de novos fármacos para a prevenção da doença de Alzheimer e de outras doenças neurodegenerativas que envolvam o enovelamento proteico incorreto.

“Este trabalho pode ajudar a avançar o desenvolvimento de fármacos que façam aumentar os níveis desta enzima no cérebro, criando um bloqueio químico contra os efeitos debilitantes das doenças neurodegenerativas”, acrescentou a investigadora.

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