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quinta-feira, 23 de março de 2017

Contestada teoria secular de como anestesia funciona

Que as anestesias funcionam ninguém duvida. Por isso pode parecer difícil de acreditar que os cientistas não saibam exatamente como ou porque elas funcionam.

Talvez por isso esse seja um campo de pesquisas difícil. Por exemplo, há cerca de dois anos foi descoberta a primeira anestesia em mais de 50 anos. Afinal, é difícil descobrir o que funciona quando não se sabe exatamente o que procurar.

Uma nova pista para ajudar a elucidar o mistério acaba de ser descoberta por uma equipe da Universidade de Cornell (EUA).

A anestesia parece induzir a inconsciência ao alterar a função das proteínas que residem na superfície de uma fina membrana que forma uma barreira em torno de todas as células.

Essa descoberta desafia um conceito que os cientistas mantêm há mais de um século de como os anestésicos funcionariam, e pode ajudar a orientar o desenvolvimento de novas anestesias com menos efeitos colaterais.

Como a anestesia funciona

Os pesquisadores demonstraram que os anestésicos gerais em concentrações clinicamente relevantes não afetam as propriedades da parte das membranas celulares compostas de gordura, a chamada bicamada lipídica.

Isto contraria frontalmente as ideias prevalentes, mas dá suporte a uma hipótese mais recente de que a anestesia interage diretamente com as proteínas da membrana - e não indiretamente através da própria membrana - para inibir as comunicações elétricas entre os neurônios, desencadeando a inconsciência.

"Nós desbancamos uma hipótese centenária e finalmente temos provas de que esses anestésicos devem ter um efeito direto sobre as proteínas da membrana integralmente - e não um efeito indireto sobre as proteínas através da bicamada lipídica - para colocar os pacientes em estado similar ao coma, permitindo que eles passem por procedimentos dolorosos sem memória ou dor," disse o Dr. Hugh Hemmings.

Perigos das anestesias

Curiosamente, alguns anestésicos modificam a bicamada lipídica, mas apenas quando aplicados em concentrações muito mais altas do que as doses clinicamente relevantes.

"Isso pode explicar alguns dos efeitos colaterais perigosos dos anestésicos," disse Herold.

O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Com informações do Diário da Saúde

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