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sexta-feira, 17 de março de 2017

Diagnóstico e tratamento de neoplasias císticas pancreáticas

Neoplasias císticas pancreáticas são sacos preenchidos com fluido (cistos) dentro do pâncreas.

Em geral, cistos pancreáticos são encontrados quando pacientes são submetidos a exames de imagem do abdômen por outros motivos. Uma Página para o paciente sobre tipos de cistos pancreáticos foi publicada na edição de 20/09/2016 do JAMA.

Diagnosticando cistos pancreáticos

Médicos usam tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) para diagnosticar cistos pancreáticos e determinar seu tipo. Estes testes também são capazes de identificar as características dos cistos que sugerem um risco aumentado de câncer.

Se os exames de imagem não forem capazes de identificar o tipo de cisto ou se o cisto tiver um aspecto preocupante, os médicos também podem solicitar um ultrassom endoscópico. Isto envolve passar um tubo chamado endoscópio pela boca do paciente e pelo estômago. O endoscópio permite que os médicos vejam o revestimento do intestino, bem como o cisto e o pâncreas que o circunda. Estas imagens conseguem identificar características da parede cística. 

Os médicos também usam o endoscópio para guiar uma agulha para dentro do cisto e coletar células e fluido. Em seguida, as células são testadas para determinar se o cisto é canceroso. O fluido é testado em busca de diversas substâncias, incluindo enzimas pancreáticas (amilase), um material mucoso chamado mucina e substâncias que podem indicar câncer, tal como antígeno carcinoembrionário. Cada uma dessas substâncias ajuda a caracterizar o tipo de cisto.

Tratando cistos pancreáticos

Os cistos são divididos em categorias com base no seu potencial cancerígeno. Cistos com muita mucina são considerados pré-cancerosos. O tipo pré-canceroso mais comum é a neoplasia mucinosa papilar intraductal. Esse tipo pode ainda ser classificado em risco baixo, moderado ou alto com base em diversas características. 

Cistos de baixo risco são geralmente pequenos, com tamanho estável e sem características preocupantes. Eles não requerem um tratamento específico e, em geral, podem ser acompanhados de tempos em tempos com uma TC ou RM. Cistos de risco moderado podem precisar de monitoramento por ultrassom endoscópico, exames de imagem mais frequentes ou ambos. 

Cistos de alto risco possuem características suspeitas que podem indicar câncer. Estas características incluem a presença de uma parede cística sólida ou de um fluido preocupante. O paciente também pode apresentar amarelamento da pele (icterícia) ou dor. No caso de cistos de alto risco, em geral, recomenda-se a remoção do cisto e de parte do pâncreas.

Resultados de pacientes

As cirurgias para remoção de cisto frequentemente cursam com complicações e requerem um tempo prolongado de recuperação. A maioria dos pacientes apresentam um excelente prognóstico de longo prazo. Mesmo quando os cistos têm características de alto risco que exijam sua remoção, normalmente não se encontram cânceres invasivos. 

Quando existe câncer, em geral, o resultado é melhor do que para o câncer pancreático mais típico. Quer seja ou não necessária uma cirurgia, o pâncreas deve ser acompanhado por toda a vida do paciente, a menos que o cisto não seja câncer. 

Mesmo após a remoção do cisto, é necessário acompanhar a parte do pâncreas que permanece. Isto porque novos cistos e, por vezes, câncer, podem se desenvolver no tecido pancreático remanescente.

Com informações de Univadis 

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