terça-feira, 14 de março de 2017

Fadiga oncológica: exercício físico é o melhor remédio

Um novo estudo indicou que o exercício é a melhor forma de combater a fadiga advinda dos tratamentos oncológicos.


O estudo, conduzido por uma equipe de investigadores liderada por Karen Mustian, professora associada do Departamento de Cirurgia do Centro Médico da Universidade de Rochester em Nova Iorque, EUA, teve por base a comparação entre vários tratamentos para a fadiga oncológica: tratamento psicológico, exercício físico e medicação. 

Para o estudo, a equipe analisou dados de 113 ensaios clínicos aleatórios que avaliavam os efeitos da atividade física, intervenção psicológica e medicação, assim como a combinação da atividade física e intervenção psicológica sobre a fadiga provocada pelo cancro.

Os estudos envolviam 11.525 pacientes com idades compreendidas entre os 35 e os 72 anos, que tinham sido diagnosticados com cancro e sofriam de fadiga oncológica. Quase metade dos estudos incluíam mulheres com cancro da mama e 10 estudos incidiam sobre homens com vários tipos de cancro.

Para a medição da fadiga causada pelo cancro foram utilizadas a Escala de Fadiga de Piper e o Inventário da Fadiga Multidimensional (Multidimensional Fatigue Inventory). Foi apurado que tanto o exercício físico e o tratamento psicológico eram eficazes na redução da fadiga oncológica. Contudo, o tratamento com fármacos (que incluía modafilin e Ritalina) tinha sido menos eficaz do que o exercício físico e as intervenções psicológicas.

Face aos resultados obtidos, a equipe considera que os médicos deveriam centrar-se menos em recomendar tratamentos à base de fármacos aos pacientes com fadiga oncológica e recomendar mais a prática de atividades físicas e tratamento psicológico.

A autora principal do estudo avança que “o material informativo indica que esses fármacos não atuam muito bem, embora sejam continuamente prescritos”. A especialista acrescenta ainda que como os pacientes oncológicos já tomam muita medicação, a qual possui riscos e efeitos secundários, “se pode retirar um fármaco desse cenário é normalmente benéfico para os pacientes”.

“Se um paciente com cancro estiver a passar mal com a fadiga, em vez de tomar mais cafés, dormir uma sesta ou procurar uma solução farmacêutica, devia pensar em dar um passeio de 15 minutos”, aconselha Karen Mustian,

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