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terça-feira, 7 de março de 2017

Tumor no fígado: novo tratamento promissor

Uma equipe de investigadores desenvolveu um novo tratamento que demonstrou ter desacelerado significativamente o crescimento de tumores no fígado em ratinhos.

Desenvolvido pela Escola de Medicina da Universidade de Missouri, EUA, o tratamento consiste numa combinação de quimioterapia e imunoterapia e foi usado para tratar o carcinoma hepatocelular (CHC). A equipe de investigadores está confiante que este tratamento poderá ajudar pacientes com a doença.

Para o estudo, os investigadores usaram três grupos de ratinhos. Um grupo foi tratado com o agente quimioterápico sunitinib; um segundo grupo de ratinhos foi tratado com um agente imunoterapêutico denominado anti-PD-1; o terceiro grupo de roedores foi tratado com uma combinação de quimioterapia e imunoterapia.

Foi observado que ao fim de quatro semanas os tumores dos ratinhos tratados com sunitinib encontravam-se 25 vezes maiores; os dos roedores tratados com imunoterapia estavam 15 vezes maiores; finalmente, os tumores dos ratinhos do terceiro grupo tinham crescido apenas 11 vezes, demonstrando que eram os que tinham crescido a um ritmo mais lento. 

“Os nossos resultados demonstram que uma abordagem combinada de quimioterapia e imunoterapia pode desacelerar o crescimento de tumores em ratinhos de forma mais eficaz do que ambos os tratamentos separadamente”, observou Guangfu Li, professor assistente no Departamento de Cirurgia da Universidade de Missouri.

“Essa combinação inovadora promove uma resposta imune anti-tumoral e suprime melhor o crescimento do cancro. Os nossos achados demonstram a necessidade de um ensaio clínico para testar se este poderia tornar-se um tratamento eficaz e de custo acessível que possa ajudar a melhorar as vidas dos pacientes com cancro do fígado”, continuou.

Existem poucas opções de tratamento para o carcinoma hepatocelular. Adicionalmente, muitos pacientes são diagnosticados quando a doença se encontra já num estado avançado. A imunoterapia promove as defesas naturais do organismo para lutar contra o cancro. No entanto, existem poucos estudos sobre a combinação da imunoterapia com a quimioterapia. 

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