quarta-feira, 19 de abril de 2017

Nova tecnologia permite detectar tumores minúsculos dos ovários

Uma equipe de investigadores desenvolveu uma tecnologia muito mais sensível para a detecção de tumores dos ovários quando estes apresentam um tamanho mais reduzido.

A maioria dos cancros do ovário são detectados num estado já bastante avançado, tornando os índices de sobrevivência reduzidos. No entanto, se for detectado mais cedo, os índices de sobrevivência podem ultrapassar os 90% aos cinco anos.

Desenvolvida por engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, a nova tecnologia foi testada em ratinhos e foi possível detectar nódulos inferiores a dois milímetros de diâmetro. Segundo os investigadores, em humanos, isto pode traduzir-se numa detecção cinco meses mais cedo do que com as atuais análises ao sangue.

O novo teste utiliza um biomarcador sintético, que consiste numa nanopartícula que interage com as proteínas do tumor para libertar fragmentos que serão detectáveis numa amostra de urina do paciente. Este tipo de teste tem a capacidade de gerar um sinal muito mais evidente do que os biomarcadores naturais que se encontram em quantidades muito reduzidas na corrente sanguínea do paciente.  

Sangeeta Bhatia, principal autor do estudo e docente de Ciências da Saúde e Tecnologia e Engenharia Eletrotécnica e Ciências da Computação, explica que “o que fizemos neste trabalho foi desenvolver o nosso sensor de forma a ser 15 vezes melhor do que uma versão anterior e depois compará-lo com um biomarcador sanguíneo num modelo de ratinho com cancro de ovário para demonstrar que conseguíamos ir mais além”. 

Esta abordagem poderá ser ainda adaptada para funcionar na detecção de outros tipos de cancro. Neste estudo, os investigadores conseguiram também detectar metástases de tumores colorretais no fígado. 

Atualmente, os médicos procuram biomarcadores sanguíneos produzidos pelos tumores do ovário. No entanto estes marcadores não produzem acumulados suficientemente grandes para serem detectados até os tumores terem atingido cerca de um centímetro de diâmetro, ou seja, oito a 10 anos após a sua formação. 

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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