quarta-feira, 12 de abril de 2017

Parkinson: exercício físico regular atrasa progresso da doença

Um estudo recente sugere que a prática de exercício físico pode ajudar a desacelerar o progresso da doença de Parkinson, mesmo em quem se encontra num estado avançado da doença.

O estudo liderado por Miriam Rafferty, investigadora da Universidade Northwestern e do Instituto de Reabilitação de Chicago, EUA, contou com a participação de 3.400 pacientes da Holanda, Israel e América do Norte que foram monitorizados durante dois anos e no decorrer de três visitas clínicas.

Durante o período do estudo, os participantes foram monitorados relativamente a alterações na mobilidade causadas pela doença de Parkinson, que incluía medir o tempo que o paciente demorava para se levantar de uma cadeira, caminhar cerca de 3 metros, virar e voltar a sentar-se.  

Segundo a autora principal do estudo, “descobrimos que as pessoas com doença de Parkinson que mantinham a prática de exercício de 150 minutos por semana apresentavam um declínio menor em termos de qualidade de vida e mobilidade ao longo de dois anos, em comparação com as pessoas que não praticavam exercício físico ou praticavam menos exercício”.

Miriam Rafferty acrescentou ainda que “o declínio menor foi mais significativo em quem iniciou o estudo a praticar exercício físico regular, assim como para as pessoas que começaram a praticar exercício físico 150 minutos por semana após a sua primeira visita relativa ao estudo”.  

Adicionalmente, foi verificado que as pessoas que tinham a doença de Parkinson num estado mais avançado eram os pacientes que demonstravam os maiores benefícios após o aumento de 30 minutos semanais na prática de exercício físico. 

Os investigadores não procuraram identificar quais são os tipos de exercício mais benéficos para quem sofre da doença de Parkinson. No entanto, ressalvam que o paciente deve experimentar e fazer o que mais lhe agrada. 

Este achado demonstra que a prática de pelo menos 150 minutos semanais de qualquer exercício físico beneficia os doentes de Parkinson. Mais, o estudo pode ser relevante para tornar a prática de exercício físico mais acessíveis a quem sofre da doença.

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