quinta-feira, 6 de abril de 2017

Uma touca de eletrodos para tratar glioblastomas

O método inovador envolve o tumor em campo elétrico e apresenta resultados melhores do que qualquer medicação

Um método nada convencional de tratamento para o glioblastoma multiforme, tipo de tumor de cérebro muito agressivo, propõe que o paciente use uma touca de eletrodos continuamente (18 horas por dia) durante todos os meses de tratamento. A ideia é envolver o tumor por um campo elétrico.

Esse foi o trabalho apresentado por Roger Stupp, da University Hospital Zurich & Northwestern University, Zurich & Chicago, no AACR Meeting 2017, que acontece nesta semana em Washington.

Realmente inovador, o método teve um resultado que nenhuma medicação já apresentou: um ganho de sobrevida dos pacientes com glioblastoma. Desde 2005 não havia nenhum novo tratamento que aumentasse a sobrevida desses pacientes.

"É promissor porque teve um resultado que nada mais teve nos últimos 10, 12 anos, embora precise ainda ser mais bem adaptado, ser difundido comercialmente e interferir menos na vida do paciente", diz Dr. Alexandre Balieiro da Costa, da Oncologia Clínica.

Na verdade, o resultado em si não é totalmente novo - já tinha sido apresentado inicialmente em 2015 e este tratamento já foi aprovado pelo FDA nos EUA no final deste mesmo ano.

Desta vez, no AACR, foi mostrada uma atualização, para comprovar que funciona mesmo, demonstrando o ganho de sobrevida global. "O lado negativo é que é pouco difundido, difícil de ser comercializado. E ainda implica o uso contínuo de um capacete pelo paciente, com necessidade de raspar o cabelo, questões que interferem na sua vida", explica.

Com informações do Hospital A. C. Camargo

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