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segunda-feira, 15 de maio de 2017

A episiotomia e os males que ela pode causar à mulher

Uma equipe da Universidade de Michigan (EUA) está contestando a ideia convencional da comunidade médica de que uma episiotomia produz um reparo mais estético e visualmente agradável do que o rompimento natural durante o parto.

A episiotomia é um corte entre a vagina e o ânus, dado supostamente para facilitar a saída do bebê durante o parto. Contudo, só agora os cientistas estão se preocupando em avaliar as percepções das mulheres em relação à alegada estética e o apelo visual depois do procedimento.

"Nacionalmente [nos EUA], cerca de 12% das mulheres grávidas ainda recebem episiotomia, mas há grande variação na prática entre hospitais e clínicas. O que é muito relativo, para mim é que nós exportamos a prática para os países em desenvolvimento, onde a taxa é extremamente alta, especialmente para as mães de primeira viagem," alerta a professora Ruth Zielinski, coordenadora do estudo.

A pesquisadora se propôs a avaliar, entre as mulheres que passaram pela episiotomia, a imagem corporal e a experiência sexual após o parto, e se as mudanças na região genital estariam associadas com eventuais alterações.

Imagem corporal pós-parto

De acordo com Zielinski, dá-se muita atenção no corpo da mulher durante e após a gravidez - o peso do bebê, as estrias - mas as mulheres também se preocupam com as mudanças na região genital, tais como rompimentos dolorosos, alongamento dos músculos Kegel, ou deformação dos lábios vaginais. No entanto, a discussão sobre a imagem geral do corpo e a imagem específica genital ainda não evoluiu de uma maneira saudável, disse Zielinski.

"Esta parece ser a pesquisa que estava faltando, mas a mídia certamente tem dado atenção ao assunto de uma maneira que é preocupante - com piadas em filmes sobre frouxidão vaginal após o parto e em sites de cirurgia plástica, que oferecem soluções para os 'problemas' causadas pelo parto vaginal," completou.

Das 69 mulheres envolvidas no estudo, 84% delas sofreram alterações vaginais e retais no parto. Deste total, as mulheres que passaram pela episiotomia tiveram uma experiência desfavorável, com imagem mais negativa do órgão genital e da autoestima sexual.

A boa notícia é que, no geral, mesmo após sofrerem algum rompimento natural - e não o rompimento gerado pela episiotomia -, a maioria das mulheres do estudo não relatou uma imagem corporal negativa ou baixa autoestima sexual, disse Zielinski: "A lição, especialmente para obstetras e parteiras, é que a maioria das mulheres fica bem depois do parto, mas ouvi-las é extremamente importante."

Com informações de Umich e Diário da Saúde

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