Parceria Farmacêutica Curiosa e UninCor Pouso Alegre - MG

domingo, 7 de maio de 2017

Esclerose múltipla mostra sinais mais cedo do que se pensava

Um novo estudo revelou que os pacientes com esclerose múltipla podem demonstrar que algo de errado está a passar-se cinco anos antes de a doença se desenvolver.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Helen Tremlett do Centro de Saúde do Cérebro Djavad Mowafaghian, Canadá, teve por base a análise de processos clínicos de pacientes com esclerose múltipla e poderá orientar a investigação sobre as causas da doença numa nova direção. 

Adicionalmente, este achado poderá ajudar os médicos a fazerem o rastreio da doença precocemente e intervir numa fase mais inicial.

Para o estudo, Helen Tremlett e equipe analisaram os processos clínicos, durante um período de 20 anos, de 14.000 pacientes com esclerose múltipla de várias províncias do Canadá. A informação recolhida foi comparada com a dos processos clínicos de pessoas que não tinham a doença. A equipe estava à procura de um pródromo, ou seja, um conjunto de sintomas precursores de uma doença. 

Foram já identificados pródromos para outras doenças como a Alzheimer e Parkinson, sendo que esta identificação forneceu pistas sobre a forma como estas doenças poderão ser desencadeadas e deu lugar a novos estudos sobre causas e fatores de desencadeamento.  

O estudo revelou que existe uma fase em que os pacientes começam a demonstrar sintomas antes de a esclerose múltipla ser identificada do ponto de vista clínico. Durantes esta fase os pacientes tendem mais a ir ao médico, a serem hospitalizados e a receberem mais prescrições do que a população em geral.

“Provar que as pessoas com esclerose múltipla tinham alterado já o seu comportamento nos cinco anos antes mesmo do primeiro reconhecimento clínico da doença é muito importante porque significa que temos que olhar para além daqueles cinco anos para perceber como é causada”, explicou Helen Tremlett.

Futuramente, a equipe tentará perceber porque é que aqueles pacientes utilizaram o sistema de saúde de forma diferente, e se existem tendências nas doenças reportadas e prescrições passadas que indiquem um conjunto específico de sintomas que os médicos poderiam usar para ajudam a identificar a esclerose múltipla numa fase mais inicial”. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário