segunda-feira, 29 de maio de 2017

Intolerância à lactose associada a níveis baixos de vitamina D

As pessoas com intolerância à lactose podem apresentar níveis mais baixos de vitamina D no organismo, indicou um novo estudo.

O estudo efetuado por Ahmed El-Sohemy, professor de Nutrição na Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto, Canadá, e colegas, contou com a participação de 1495 mulheres e homens que tinham integrado o Estudo de Nutrigenómica e Saúde de Toronto (Toronto Nutrigenomics and Health Study).

Foi apurado que os participantes com mutações no gene LCT (o gene responsável pela produção da lactase que é a enzima que quebra a lactose no intestino delgado) consumiam menos produtos lácteos em comparação com a população em geral.

Os participantes com mutações no gene LCT apresentavam também níveis inferiores de vitamina D no sangue. Os investigadores especulam que estes baixos níveis poderão ser devidos ao consumo reduzido de laticínios pois muitos daqueles produtos são fortalecidos com vitamina D. 

Outra descoberta foi o facto de os participantes com mutações no gene LCT serem geralmente mais baixos do que a população em geral, o que indicará que o consumo reduzido de vitamina D devido à falta de consumo de produtos lácteos poderá inibir o crescimento ósseo.

“Não ficamos surpreendidos com o fato de as pessoas intolerantes à lactose consumirem menos laticínios”, comentou Ahmed El-Sohemy, coautor do estudo. “Mas ficamos surpreendidos com o fato de não compensarem com a suplementação ou consumo de outros alimentos fortalecidos com este nutriente essencial”, rematou.

Face aos resultados, a equipe considera que os indivíduos com intolerância à lactose devem aumentar o consumo de vitamina D através da alimentação sem lactose. A vitamina D é considerada essencial para a absorção de cálcio, é importante para o sistema nervoso e ajuda o organismo a combater vírus e bactérias.

Finalmente, foi observado que os indivíduos com apenas uma mutação no gene LCT demonstraram uma intolerância à lactose, mas que era inferior do que nas pessoas com duas cópias com mutações. Achava-se que era necessárias duas cópias com mutações para ocorrer intolerância à lactose. A equipe acha assim que se deverá rever as definições clínicas e classificações genéticas relativamente ao surgimento da intolerância à lactose.

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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