segunda-feira, 22 de maio de 2017

Evite estes antibióticos no início da gravidez

Um estudo canadense identificou um risco aumentado de aborto com o uso de cinco classes comuns de antibióticos no início da gravidez.

A pesquisa, publicada no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), observou que o uso de macrolídeos (exceto por eritromicina), quinolonas, tetraciclinas, sulfonamidas e metronidazol durante a gravidez inicial estava associado a um risco aumentado de aborto espontâneo. 

A exposição à nitrofurantoina não estava associada a um risco aumentado de aborto, o que sustenta seu uso como alternativa para trimetoprima-sulfametoxazol no tratamento de infecções do trato urinário durante a gestação.

Azitromicina e metronidazol foram associados a um risco de aborto aumentado em 65% e 70%, respectivamente, enquanto sulfonamidas, tetraciclinas, quinolonas e claritromicina mais do que dobraram o risco. 

Os resultados foram semelhantes independentemente de se usar penicilinas ou cefalosporinas como comparadores.

“Apesar de antibióticos terem sido usados no tratamento de infecções para reduzir o risco de prematuridade e de baixo peso ao nascimento em outros estudos, nossa investigação mostra que certos tipos de antibióticos estão aumentando o risco de aborto espontâneo em 60% ou em até duas vezes”, explicou a autora sênior, Dra. Anick Bérard. Ela acrescentou que “não obstante, não foi observado um aumento do risco para todos os antibióticos, o que tranquiliza usuárias, prescritores e elaboradores de políticas”.

Com informações de Univadis

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