sexta-feira, 16 de junho de 2017

Antioxidante comum pode retardar envelhecimento da pele

O estudo liderado por Zheng-Mei Xiong, professor assistente de investigação de Biologia Celular e Genética Molecular na Universidade de Maryland, EUA, sugere que o antioxidante azul de metileno poderá reduzir os sinais de envelhecimento e ser adicionado à composição de produtos de cosmética de combate ao envelhecimento cutâneo.

Estudos recentes tinham já sugerido que o azul de metileno era eficaz na redução da senescência celular, ou seja, na paragem da divisão celular que é considerada como fator central no envelhecimento.

“Especulámos que o AM [azul de metileno] poderia efetivamente proteger a pele do stress oxidativo e retardar o envelhecimento da pele”, disseram os autores.

Para o estudo, a equipa testou o azul de metileno, assim como outros três oxidantes (N-acetil-L-cisteína, MitoQ e MitoTEMPO) em fibroblastos da pele, que são células na camada da derme que produzem colagénio, que é a proteína estrutural primária da pele. Os fibroblastos da pele eram derivados de adultos saudáveis, de meia-idade e mais velhos também. 

O tratamento com azul de metileno teve a duração de quarto semanas e os resultados revelaram uma redução nas espécies reativas de oxigénio, as quais danificam as células cutâneas, nos marcadores de senescência celular e na apoptose, e um aumento na divisão celular.

Foi igualmente verificado que o azul de metileno teve um desempenho muito melhor na redução dos sinais de envelhecimento do que os outros três antioxidantes testados.

Seguidamente, a equipa testou o azul de metileno num modelo tridimensional de pele humana com células vivas da pele humanas desenvolvido por dois dos investigadores. 

Foi observado que o antioxidante promoveu a retenção de água no modelo de pele, bem como aumentou a sua espessura, que são características de peles mais jovens.

Finalmente, o azul de metileno não provocou irritações na pele, o que aumenta ainda mais o seu potencial como produto anti-idade.

“O nosso trabalho sugere que o azul de metileno pode ser um antioxidante poderoso para uso em produtos de cuidados da pele. Os efeitos que estamos a observar não são temporários. O azul de metileno parece fazer alterações fundamentais, duradouras nas células da pele”, concluiu a equipa.

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