sexta-feira, 16 de junho de 2017

USP cria biossensor capaz de diagnosticar câncer de pâncreas em 8 minutos

Biossensor para diagnosticar o câncer de pâncreas foi desenvolvido por pesquisadores do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). 


Novo método, que vem sendo trabalhado há quatro anos, é cinco vezes mais rápido que o tradicional, usado hoje e traz o resultado em oito minutos. Outra vantagem é financeira com custos menores que o tradicional.

O sensor consiste em uma tira de vidro com eletrodos de ouro. Dentro do dispositivo, há um pó à base de quitosana, substância encontrada em crustáceos como o camarão, capaz de identificar a proteína CA 19-9, que pode indicar a presença da doença com uma amostra de apenas uma gota do sangue do paciente. 

"Quanto maior a concentração das proteínas no sangue, maior é o risco da pessoa desenvolver o câncer de pâncreas", explicou o pesquisador Andrey Soares.

Os primeiros testes foram feitos com sangue de animais e de pacientes do Hospital de Câncer de Barretos, e a expectativa é que possam ser realizados em outras unidades. "Os biossensores que a gente está desenvolvendo poderiam ser usados inclusive dentro do consultório médico", disse.

Outra vantagem está no custo do teste. "O exame tradicional custa cerca de R$ 45 e nossa estimativa é que o exame que estamos desenvolvendo possa custar de R$ 5 a R$ 6 e possa estar disponível em dois ou três anos, dependendo do investimento", afirmou o professor do IFSC Osvaldo Novais de Oliveira Júnior.


Com informações de Univadis

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