quinta-feira, 20 de julho de 2017

Alterações no sistema visual podem assinalar Parkinson

Um novo estudo indicou que alterações no sistema visual de pacientes com diagnóstico recente da doença de Parkinson podem proporcionar um importante biomarcador para a detecção precoce da doença.

Alessandro Arrigo, da Universidade Vita-Salute San Raffaele de Milão, Itália, líder da equipe de investigadores que conduziram o estudo sumariou as conclusões do mesmo: “tal como os olhos são o espelho da alma, o sistema visual é o espelho das doenças do cérebro”. 

Para o estudo que contou com uma equipe multidisciplinar, foram recrutados 20 pacientes que tinham sido recentemente diagnosticados com a doença de Parkinson e ainda não tinham recebido tratamento. A equipe recrutou também 20 indivíduos saudáveis (grupo de controle) com as mesmas idades e sexo dos pacientes.

Todos os participantes, os diagnosticados com Parkinson e os do grupo de controle, foram submetidos a ressonância magnética. Nos participantes com Parkinson o exame foi efetuado quatro semanas após terem recebido o diagnóstico da doença.  

Os investigadores empregaram um método de imagiologia conhecido como imagem ponderada em difusão para medirem alterações na substância branca e a morfometria baseada em voxel, de forma a analisarem alterações na concentração da substância cinzenta e branca cerebral. 

Todos os participantes foram também submetidos a exames oftalmológicos.

Como resultado, foram observadas anormalidades significativas nas estruturas cerebrais do sistema visual dos pacientes com Parkinson, incluindo alterações nas radiações óticas, redução da concentração da substância branca e do volume do quiasma ótico. 

O autor principal do estudo comentou os achados: “o estudo aprofundado de sintomas visuais pode proporcionar marcadores sensíveis para a doença de Parkinson”. 

“As métricas de processamento visual poderão tornar-se úteis na diferenciação das doenças do Parkinsonismo, no seguimento do progresso da doença e na monitorização da resposta do paciente ao tratamento com fármacos”, acrescentou.

Alessandro Arrigo disse ainda que os sintomas não motores da doença de Parkinson poderão manifestar-se mais de uma década antes dos sintomas motores, sendo que “estamos muito entusiasmados com os nossos achados”, comentou.

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário