quinta-feira, 20 de julho de 2017

Crescimento ósseo continua até fim da adolescência

O fim da adolescência constitui um período fundamental para o desenvolvimento da densidade mineral óssea, após terminado o crescimento, apurou um novo estudo.

O estudo conduzido por uma equipe de investigadores do Hospital Pediátrico de Filadelfia e dos Institutos Nacionais de Saúde, EUA, teve como base a análise de uma amostra alargada com diversidade racial, de vários centros, cujos resultados reforçam a importância de os adolescentes seguirem uma alimentação equilibrada e praticarem atividades físicas.

Os dados que constituíram para a base do estudo foram recolhidos do Estudo da Densidade Mineral Óssea na Infância (“Bone Mineral Density in Childhood Study”), um estudo norte-americano que envolveu uma medição sofisticada dos ossos e crescimento de 2.000 crianças e adolescentes saudáveis ao longo de até sete anos, entre 2002 e 2010.

Os investigadores descobriram que o crescimento ósseo varia de local para local e que a densidade mineral óssea desenvolve-se a ritmos diferentes em várias partes do esqueleto.  

Foi também identificada uma diferença nos picos de crescimento entre pelo menos duas raças. Os adolescentes norte-americanos de origem africana apresentavam picos de crescimento mais cedo do que os norte-americanos de origem não-africana, algo que deve ser tido em consideração quando os profissionais de saúde analisam a densidade óssea dos pacientes.

A equipe detetou que o crescimento em altura é bastante anterior ao ganho de densidade mineral óssea, o que poderá explicar os índices elevados de fraturas nas crianças e adolescentes. Segundo os investigadores, entre 30 e 50% das crianças terão pelo menos uma fratura antes de chegarem à idade adulta.

Esta lacuna na densidade óssea é compensada após o final da fase de crescimento em altura.

Face aos resultados, os autores concluem que o fim da adolescência constitui um período ideal para intervenções a nível da saúde. 

“O fim da adolescência é quando alguns adolescentes adotam comportamentos de risco, tal como fumar e beber álcool, piores escolhas alimentares e menos atividade física, os quais podem afetar o desenvolvimento ósseo”, disse Shana E. McCormack, autora principal deste estudo.

“Este estudo demonstra que cerca de 10% da massa óssea continua a acumular depois de o adolescente atingir a sua altura de adulto”, explicou. “Esta fase é uma altura para os pais e prestadores de saúde encorajarem comportamentos saudáveis, como melhor alimentação e mais atividade física”, concluiu a autora.

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