segunda-feira, 10 de julho de 2017

Antioxidante pode desacelerar evolução de esclerose múltipla

Um antioxidante comum poderá ajudar a desacelerar a progressão da esclerose múltipla, atestou um novo estudo.

O estudo piloto conduzido por uma equipe de investigadores liderados por Rebecca Spain da Faculdade de Medicina da Universidade de Saúde e Ciências de Oregon, EUA, apurou que a toma de uma dose elevada diária de ácido lipoico durante dois anos fez reduzir a atrofia cerebral em pacientes com a doença em relação a pacientes que tomaram um placebo. 

Para o estudo, os investigadores recrutaram 51 indivíduos com esclerose múltipla secundária progressiva, com idades compreendidas entre os 40 e os 70 anos.

Os investigadores ofereceram, de forma aleatória, 1.200 miligramas diários de ácido lipoico a 27 dos pacientes durante dois anos. Os restantes 24 participantes receberam um placebo.

O volume cerebral dos participantes foi medido no início do estudo através de ressonância magnética, sendo novamente medido uma vez por ano de forma a determinar as alterações no mesmo.

Foi observado que os participantes que tinham tomado o ácido lipoico apresentaram uma diminuição de 68% na taxa de atrofia geral do cérebro em comparação com os pacientes que tinham recebido o placebo.

Para efeitos de comparação, os investigadores indicaram que o fármaco ocrelizumab, aprovado recentemente nos EUA para o tratamento de esclerose múltipla primária progressiva, fez melhorar a atrofia do cérebro em 18% em ensaios clínicos.

Foi igualmente observado que os participantes tratados com ácido lipoico sofreram menos quedas e conseguiram melhor desempenho na marcha em comparação com os do grupo do placebo.

No entanto, a equipe ressalva que as doses tomadas eram muito elevadas e apesar de o antioxidante ser bem tolerado, é necessário um ensaio clínico com um grupo muito maior de pacientes, o qual se encontra já em preparação. 

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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