terça-feira, 1 de agosto de 2017

Interação social beneficia pacientes em quimioterapia

A interação social pode ter um efeito benéfico sobre a sobrevivência dos pacientes com cancro submetidos a quimioterapia, indicou um novo estudo.

Conduzido por uma equipe de investigadores do Instituto Nacional de Investigação do Genoma Humano (NHGRI, nas suas iniciais em inglês) em colaboração com a Universidade de Oxford, Inglaterra, o estudo, de natureza observacional, procurou determinar a influência das interações sociais nos pacientes submetidos a tratamento sobre a taxa de sobrevivência a cinco anos.

Para o estudo, os investigadores analisaram os processos clínicos de 4.691 pacientes com cancro, com uma média de idades de cerca de 60 anos, e que estavam a fazer tratamento de quimioterapia em várias instituições de saúde no condado de Oxford.   

A equipe procurou investigar a copresença de pacientes numa sala de quimioterapia e, para o efeito, criou uma rede de pacientes que podiam usar comumente aquele espaço. Os investigadores calcularam assim o tempo passado pelos pacientes na companhia uns dos outros.

A determinação da influência social foi efetuada através da ponderação da copresença de outros pacientes com a taxa de mortalidade a cinco anos.

O tempo passado com outros pacientes durante as sessões de quimioterapia foi usado como indicador de interação social.

Foi verificado um aumento na taxa de sobrevivência, no espaço de cinco anos após completarem o tratamento, nos pacientes que interagiam ou tinham usufruído da companhia de outros pacientes, .

Por outro lado, a convivência com outros pacientes que apresentavam menos possibilidade de sobreviverem pelo menos durante cinco anos após o tratamento, conduziu a uma redução na propensão nos pacientes de sobreviverem nos cinco anos seguintes à quimioterapia, a uma taxa de 72%.

No entanto, a convivência com outros pacientes que sobreviveram pelo menos cinco anos após o final do tratamento com quimioterapia fez reduzir a possibilidade de morte nos pacientes para 68%.

Ao compararem os resultados obtidos com as possibilidades de sobrevivência de um paciente com cancro isolado, os investigadores concluíram que a interação social fez aumentar a hipótese de sobrevivência em 2%.

“Uma diferença de 2% na sobrevivência – entre estar isolado durante o tratamento e estar com outros pacientes – poderá não soar como sendo muito, mas é bastante substancial [...] Se tiver tratado 5.000 pacientes em 9 anos, essa melhoria de 2% irá afetar 100 pessoas”, disse Jeff Lienert, autor principal do estudo.

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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