domingo, 13 de agosto de 2017

Novo alerta sobre injeções de metilprednisolona

Injeções de metilprednisolona contendo lactose não devem ser administrados a pacientes com alergia a leite de vaca suspeita ou confirmada, foi a conclusão da organização regulatória europeia de medicamentos.

O grupo de Coordenação para os procedimentos de Reconhecimento mútuo e Descentralizados – Humanos (Co-ordination Group for Mutual Recognition and Decentralised Procedures - Human, CMDh), a autoridade regulatória para a União Europeia (UE), Islândia, Liechtenstein e Noruega, publicaram esta recomendação seguindo a orientação da Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency, EMA).

Foi iniciada uma análise das injeções de metilprednisolona pela EMA em dezembro de 2016 após relatos de reações adversas sérias, incluindo broncoespasmo e anafilaxia, em pacientes com a alergia às proteínas do leite de vaca que estavam sendo tratados para quadros alérgicos agudos com este medicamento. 

Nas análises subsequentes, a reação adversa foi, por vezes, mal interpretada como falta de efeito terapêutico, resultando na readministração de metilprednisolona e subsequente piora do quadro clínico do paciente. 

Considerando que metilprednisolona é usada para tratar reações alérgicas graves em situações de emergência onde os detalhes das alergias dos pacientes nem sempre serão conhecidos, o CMDh concluiu que a forma mais eficaz de minimizar o risco é remover as proteínas do leite de vaca do preparado.

Foi solicitado às empresas que forneçam dados viabilizando a substituição de formulações contendo lactose de leite de vaca. Estes dados devem ser fornecidos até meados de 2019.

Com informações de Univadis

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