terça-feira, 1 de agosto de 2017

Prevenir e tratar a demência sem fármacos

Uma comissão de investigadores concluiu que um em cada três casos de demência são evitáveis e que os tratamentos não farmacológicos são o ideal para a doença.

As conclusões da análise da investigação existente pela primeira Comissão da revista “The Lancet” para a Prevenção e Cuidados na Demência (“Lancet Commission on Dementia Prevention and Care”, no seu original em inglês) proporcionaram valiosas ferramentas de prevenção da doença e reconheceram os benefícios das intervenções não clínicas da demência.

Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional da Associação para a Alzheimer (AAIC) de 2017, em Londres, Inglaterra. 

A comissão relatou nove fatores de risco no início da vida, meia-idade e idade mais avançada que podem fazer aumentar a probabilidade de se desenvolver demência. Um em três casos, cerca de 35%, são atribuídos a esses fatores de risco.

Nos primeiros anos de vida deve-se aumentar a educação e tratar a perda de audição; na meia idade deve-se tratar os casos de hipertensão e obesidade. Com estes cuidados, a incidência da demência poderá ser reduzida em 20%.

Numa fase mais tardia da vida, é importante deixar de fumar, tratar a depressão, promover o contato social, aumentar a atividade física e tratar a diabetes. Estes aspectos poderão fazer diminuir os casos de demência em mais 15%.

Segundo os especialistas, a prevenção daqueles fatores de risco tem um impacto sobre a redução da demência superior ao desempenho dos fármacos existentes e experimentais.

Relativamente às intervenções não-farmacológicas em pacientes com demência, a comissão concluiu que aquelas desempenham um importante papel no tratamento da doença, especialmente em casos de agitação e agressão. A comissão acentuou os efeitos adversos dos fármacos psicóticos, como problemas cardiovasculares, infecções, sedação excessiva, e aumento do risco de morte.

Os estudos analisados demonstraram que as intervenções psicológicas, sociais e ambientais, tal como o contacto e atividades sociais eram mais eficazes do que os fármacos no tratamento da agitação e agressão relacionadas com a demência, com benefícios para a função cognitiva.

Cerca de 47 milhões de pessoas sofrem de demência globalmente, um número que se espera subir para 66 milhões em 2030 e 115 milhões em 2050.

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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